VidaaS

Assinar PDF com VidaaS em lote: como funciona

VidaaS é uma opção para quem quer usar certificado ICP-Brasil em nuvem, autorizando a assinatura pelo celular em vez de depender de token físico.

Quem trabalha com certificado digital sabe que o formato do certificado muda muito a rotina. Certificado A1, token, cartão e certificado em nuvem não dão a mesma experiência no dia a dia. O VidaaS, da Valid Certificadora, entrou no mercado brasileiro como uma alternativa que dispensa hardware e simplifica a vida de quem assina muitos documentos.

O VidaaS é certificado ICP-Brasil em nuvem. A chave privada fica em hardware seguro nos servidores da Valid (HSM certificado), e o titular aprova cada operação pelo celular, normalmente com leitura de QR Code ou push no aplicativo. Não há arquivo `.pfx` no computador, não há token físico, não há cartão.

Este guia cobre o que é o VidaaS, por que ele faz diferença em fluxos de lote, como funciona a autorização móvel, por que existe limite de 20 PDFs por chamada, quando faz sentido escolher VidaaS em vez de A1 e o que conferir antes de contratar.

O que é o VidaaS, tecnicamente

VidaaS significa "Vida as a Service". É um certificado ICP-Brasil tipo A3 cuja chave privada nunca sai do HSM (Hardware Security Module) da Valid. Quando você "assina com VidaaS", o que acontece é:

  1. Sua ferramenta calcula o hash criptográfico do PDF.
  2. O hash é enviado para a infraestrutura da Valid via API autenticada.
  3. A Valid dispara um push para o seu app VidaaS pedindo confirmação.
  4. Você confirma no celular (PIN ou biometria).
  5. O HSM da Valid assina o hash usando sua chave privada.
  6. A assinatura volta para a ferramenta, que a embute no PDF (PAdES).

O resultado é um PDF assinado com o mesmo valor jurídico de um certificado A3 em token físico, mas sem você ter que carregar token, instalar driver ou se preocupar com o computador onde está trabalhando.

Por que VidaaS ajuda em assinatura de PDFs em lote

Para equipes que assinam documentos de vários computadores ou em ambientes diferentes, depender de instalação local pode ser incômodo. O certificado em nuvem reduz essa dependência e deixa a autorização mais portátil.

Os ganhos práticos:

  • Sem instalação: não tem driver pra atualizar, token pra perder, cartão pra danificar.
  • Multi-máquina: você assina do escritório, de casa, do notebook do colega. A identidade está no celular, não no computador.
  • Backup automático: perder o computador não significa perder o certificado. A chave está protegida no HSM da Valid.
  • Renovação simples: o ciclo de vida do certificado é gerenciado pela Valid, sem reinstalações trabalhosas.
  • Auditoria centralizada: a Valid mantém log de cada assinatura solicitada, útil em ambiente regulado.

Como funciona o lote com VidaaS

Na AssinaVault, o lote respeita a chamada da API VidaaS: até 20 PDFs por vez. Isso é diferente de dizer que você só pode assinar 20 documentos. Você pode concluir um lote e iniciar outro logo em seguida, sem reautenticação no app de cada um.

Passo a passo do fluxo:

  1. Faça upload de até 20 PDFs. Drag and drop ou seleção múltipla — o que sua interface preferir.
  2. Configure posicionamento (opcional na AssinaVault). Se o tipo de documento exige assinatura visível em local específico, marque. Se não, deixe automático.
  3. Clique em assinar com VidaaS. O sistema gera uma requisição única para a API da Valid.
  4. Autorize pelo celular. Push notification ou QR Code, conforme sua configuração. Uma única autorização por lote.
  5. Aguarde processamento. Costuma levar entre 5 e 30 segundos por lote, dependendo do tamanho dos PDFs.
  6. Baixe os arquivos assinados. Individual ou ZIP.
  7. Inicie o próximo lote se ainda tem mais documentos. Sem nova autenticação na plataforma, só nova autorização VidaaS pelo celular.

Se você precisa assinar 100 documentos, a lógica é simples: cinco lotes de 20. Como o processamento é rápido, o gargalo deixa de ser abrir documento por documento — passa a ser quanto tempo você leva pra confirmar 5 pushes no celular.

Por que o limite é 20 PDFs por chamada

Esse é um ponto que confunde quem começa a usar VidaaS. O limite não é da AssinaVault nem de qualquer ferramenta — é da própria API da Valid. Cada chamada de assinatura aceita um array com até 20 hashes para serem processados em uma única autorização.

A Valid impôs esse limite por dois motivos: equilibrar carga na infraestrutura HSM e dar ao titular uma janela razoável pra revisar o que está autorizando. Autorizar 500 documentos em um clique seria comodidade demais com risco demais.

Na prática, isso quase nunca atrapalha porque a UX de fazer 5 lotes de 20 é bem diferente da UX de abrir 100 PDFs individualmente. O ritmo é: clica, autoriza, baixa, próximo.

VidaaS substitui A1?

Não necessariamente. São fluxos diferentes que servem cenários diferentes. Comparativo direto:

  • A1: arquivo `.pfx` no computador. Ideal para quem usa sempre a mesma máquina, ambientes controlados ou fluxos automatizados que rodam em servidor. Validade típica de 1 ano. Custo menor.
  • VidaaS: certificado em nuvem com autorização móvel. Ideal para quem assina de máquinas diferentes, não quer lidar com instalação, ou precisa de portabilidade. Validade típica de 1 a 3 anos. Custo um pouco maior.

Equipes maduras costumam ter os dois: A1 instalado em máquinas dedicadas pra fluxos batch automatizados, e VidaaS para signatários que se movem entre computadores ou trabalham remoto.

Segurança do VidaaS na prática

Algumas dúvidas recorrentes:

"A Valid pode assinar no meu nome?" Não. A chave privada está no HSM, mas só é usada após sua autorização explícita pelo app. A Valid armazena, não autoriza.

"E se invadirem a Valid?" Os HSMs são equipamentos certificados para resistir a extração mesmo em invasão física. A chave não sai do HSM em texto plano em nenhum cenário previsto.

"E se invadirem meu celular?" O app exige PIN ou biometria pra autorizar. Notificação sem autorização não assina nada. Em caso de roubo, é prática contatar a Valid imediatamente pra revogar o vínculo do app.

"O Bacen/Receita/cartório aceitam?" Sim, é certificado ICP-Brasil regular. Aderência depende do sistema receptor reconhecer assinatura PAdES com cadeia ICP-Brasil, o que é o padrão.

O que conferir antes de contratar

  1. Se o seu certificado VidaaS está ativo (verifique no app ou portal Valid).
  2. Se a ferramenta de assinatura suporta assinatura ICP-Brasil qualificada com VidaaS, não só A1.
  3. Se há limite por lote na ferramenta e como esse limite funciona em relação ao limite nativo de 20 da API.
  4. Se os PDFs ficam armazenados após a assinatura ou só processados e devolvidos.
  5. Se o volume mensal do plano atende sua rotina, considerando que cada lote conta como N documentos no plano.
  6. Se há fallback para A1 quando o VidaaS estiver indisponível (raro, mas acontece).
  7. Se a ferramenta registra o ID da operação VidaaS para auditoria posterior.

A AssinaVault foi desenhada para quem quer usar A1 e VidaaS no mesmo lugar, com lote rápido e sem manter seus PDFs armazenados em uma biblioteca de terceiros. O documento entra, é assinado em memória, volta — e o vínculo com o VidaaS é estabelecido apenas para autorizar aquela operação.

Quando NÃO usar VidaaS

VidaaS é poderoso, mas não é solução universal. Há cenários onde A1 ainda é melhor:

  • Servidor sem interação humana: fluxos automatizados precisam de A1 (ou A3 em HSM próprio), não dá pra ter alguém confirmando push o tempo todo.
  • Ambientes offline ou com internet ruim: VidaaS depende de comunicação online com o celular e com a Valid.
  • Volumes muito altos sem fragmentação possível: assinar 10.000 documentos em janela curta é mais prático com A1 automatizado.
  • Quem prefere não usar celular pessoal no trabalho: alguns ambientes têm essa política.

Resumo

VidaaS é certificado ICP-Brasil em nuvem que substitui token físico por autorização móvel. Em fluxos de lote, ele resolve o problema de portabilidade e dispensa instalação local, em troca de um limite técnico de 20 PDFs por chamada — limite que raramente atrapalha porque lotes em sequência são rápidos. Para a maioria das equipes que assinam volume com mobilidade, é o caminho mais prático.